Diversificação internacional

Você já vive em dólar. Seus investimentos, ainda não.

Do combustível ao remédio, do eletrônico à viagem em família: uma parte relevante do consumo do brasileiro é influenciada pelo câmbio — mesmo de quem nunca comprou um dólar. A Elon Investimentos ajuda você a entender essa exposição e a construir, com calma e método, uma carteira preparada para ela.

É o dólar que sobe — ou o real que perde valor?

1994·R$ 100 do início do Plano Real valemUS$ 100·investidos no Nasdaq:US$ 100

Cotação R$/US$ de fechamento anual (Ptax/BCB, dados públicos), de junho de 1994 — estreia do Plano Real, quando R$ 1 valia US$ 1 — a julho de 2026 (US$ 1 = R$ 5,13). No modo “investido”: R$ 100 convertidos em dólar em jun/1994 e aplicados no Nasdaq Composite (705,96 pontos em jun/1994 → 24.877 em jul/2026), em escala logarítmica, sem dividendos, custos ou impostos. Cédula meramente ilustrativa. Ilustração histórica: rentabilidade passada não garante rentabilidade futura, e nada aqui constitui recomendação de investimento.

10% a 25%da cesta de consumo dos brasileiros é influenciada, direta ou indiretamente, por produtos importados e dolarizados
1,56%é quanto do patrimônio dos fundos de investimento brasileiros está alocado no exterior — um dos maiores “vieses domésticos” do mundo
16% a 18%é a alocação mínima no exterior sugerida por estudo acadêmico para proteger o poder de compra contra o câmbio

Fontes: estudo acadêmico FGV/CEF “O impacto cambial no consumo dos brasileiros e a necessidade de diversificação internacional” (Yoshinaga, Castro Jr., Rochman e Eid Jr., outubro de 2024), com dados da Anbima (2024) e de estimativas do Banco Central do Brasil, IPEA e consultorias. Os percentuais são conclusões de pesquisa, não recomendações personalizadas de investimento. A alocação adequada ao seu caso depende do seu perfil e é definida com um assessor.

O que poucos percebem

Você já vive em dólar, mesmo sem saber

O brasileiro guarda quase tudo o que tem em reais, mas consome — todos os meses — uma cesta cheia de dólar disfarçado. Essa diferença entre onde está o patrimônio e onde está o consumo tem nome: exposição cambial sem proteção.

O Brasil tem um dos maiores “vieses domésticos” do mundo

“Viés doméstico” é o hábito de investir quase tudo no próprio país. Um estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI, 2014) colocou o Brasil entre os países com maior viés doméstico do planeta. E os dados da Anbima (agosto de 2024) confirmam: apenas 1,56% do patrimônio dos fundos de investimento brasileiros — somando renda fixa, ações e multimercados — está alocado no exterior. Quase todo o resto depende de um único país, uma única moeda e um único ciclo econômico.

De 10% a 25% do seu carrinho é influenciado pelo câmbio

Análises de economistas e instituições como o Banco Central do Brasil, o IPEA e consultorias econômicas estimam que entre 10% e 25% da cesta de consumo dos brasileiros é influenciada por produtos importados ou dolarizados: eletrônicos, veículos e autopeças, combustíveis, medicamentos, alimentos como o trigo, moda e vestuário. Mesmo produtos “nacionais” carregam insumos importados no preço.

E o câmbio brasileiro é volátil por natureza

Na janela analisada pelo estudo, a taxa R$/USD teve média de R$ 4,27 com coeficiente de variação de aproximadamente 22,6% — em linguagem simples, uma medida de quanto o câmbio “balança” em torno da média.

O efeito é silencioso — e chega com atraso

Quando o dólar sobe, o impacto não aparece na prateleira no dia seguinte. O estudo identificou que o pico de correlação entre a alta do câmbio e a inflação acontece por volta do 4º mês, com efeitos residuais que se estendem até o 8º–9º mês. Quando você percebe no bolso, a variação cambial já é notícia velha.

Meses após a variação do câmbio · pico de correlação no 4º mês (FGV/CEF, 2024)

O dólar disfarçado no seu orçamento

Despesas mensais médias de famílias com renda entre R$ 14.310 e R$ 23.850/mês — POF/IBGE 2017-2018 (valores da época). Ao lado, o mesmo grupo de despesa na faixa acima de R$ 23.850.

Grupo de despesa sensível ao câmbioR$/mêsR$/mês (renda mais alta)
Aquisição de veículos autopeças e importadosR$ 1.040R$ 2.033
Educação cursos, material, intercâmbioR$ 683R$ 1.418
Gasolina preço internacionalR$ 424R$ 610
Vestuário moda e insumos têxteisR$ 392R$ 656
Viagens esporádicas gasto direto em moeda forteR$ 318R$ 658
Remédios princípios ativos importadosR$ 282R$ 399
Eletrodomésticos eletrônicos e componentesR$ 127R$ 174
Fonte: Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2017-2018, IBGE — despesas médias mensais familiares por classe de rendimento. Categorias destacadas por serem apontadas pelo estudo FGV/CEF (2024) entre as mais sensíveis à variação cambial. Isso aqui, no seu orçamento, também é dólar disfarçado de real.

Quanto maior a renda, maior a fatia “dolarizada” do orçamento

Parece o contrário, mas não é: quem tem mais renda gasta proporcionalmente mais com os itens que mais respondem ao câmbio. Veja a participação de três grupos de despesa no orçamento total, da menor para a maior faixa de renda da POF:

Viagens esporádicas0,7% → 2,4%
Educação1,9% → 5,1%
Aquisição de veículos2,4% → 7,3%

Participação no total de despesas: famílias com renda até R$ 1.908/mês → famílias com renda acima de R$ 23.850/mês (POF/IBGE 2017-2018). É por isso que o estudo FGV/CEF conclui que as classes média-alta e alta precisam de mais proteção cambial, não menos.

Transparência sobre as fontes: os dados desta seção vêm do estudo acadêmico “O impacto cambial no consumo dos brasileiros e a necessidade de diversificação internacional” (FGV/CEF — Yoshinaga, Castro Jr., Rochman e Eid Jr., outubro de 2024), que compila dados do FMI (viés doméstico, 2014) e da Anbima (alocação dos fundos, agosto de 2024) e estimativas de instituições como Banco Central do Brasil e IPEA (participação de importados na cesta de consumo); e da Pesquisa de Orçamentos Familiares — POF/IBGE 2017-2018. São resultados de pesquisa, não recomendação personalizada de investimento.

Além da proteção

Por que diversificar internacionalmente

Proteger o poder de compra é só o ponto de partida. Investir uma parte da carteira fora do Brasil traz outros benefícios reconhecidos há décadas pela literatura de finanças — explicados aqui sem “economês”.

01

Proteção do poder de compra

Se parte do que você consome sobe quando o dólar sobe, ter parte do patrimônio em ativos dolarizados ajuda a equilibrar a balança: quando o custo de vida “dolarizado” aumenta, essa fatia da carteira tende a acompanhar o movimento.

02

Redução de risco da carteira

Mercados de países diferentes não sobem e descem juntos o tempo todo — é o que os economistas chamam de baixa correlação. Combinar ativos que se comportam de formas distintas tende a suavizar as oscilações do conjunto, sem depender de acertar previsões. O efeito é documentado desde o estudo clássico de Bruno Solnik (Financial Analysts Journal, 1974).

03

Diversificação geográfica e acesso a setores que não existem no Brasil

O PIB do Brasil representa cerca de 2% do PIB mundial (Banco Mundial) — e setores inteiros, como tecnologia de ponta, biotecnologia e semicondutores, são pouco ou nada representados na bolsa brasileira. Concentrar tudo aqui é deixar 98% das oportunidades — e das proteções — de fora: crises locais pesam menos quando a carteira não depende de um único país. Como ilustração histórica citada pelo estudo FGV/CEF, as grandes techs americanas (as “FANGs”) acumularam retorno de 340% desde 2020, contra 85% do S&P 500 e 28% do Ibovespa.

Dado meramente ilustrativo do estudo FGV/CEF (2024). Rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura.

04

Proteção patrimonial e de jurisdição

Ativos investidos diretamente no exterior ficam sob custódia e jurisdição estrangeiras. Isso adiciona uma camada de proteção patrimonial: medidas como bloqueios, congelamentos ou penhoras de ativos determinadas no Brasil — possibilidade que existe no ordenamento e já marcou a história econômica do país — não alcançam de forma automática o que está custodiado fora.

05

Planejamento patrimonial e sucessório

Ativos internacionais podem compor estratégias de organização do patrimônio da família no longo prazo, incluindo aspectos de sucessão. Cada estrutura tem regras e custos próprios — um assessor ajuda a avaliar o que faz sentido para o seu caso, junto a especialistas quando necessário.

06

Disciplina de longo prazo

Diversificar internacionalmente não é apostar contra o Brasil, nem tentar adivinhar o dólar de amanhã. É montar uma carteira que atravesse ciclos — do jeito que a Elon acredita: com princípios, curadoria e horizonte de longo prazo.

A escala da oportunidade

O Brasil é grande. O mercado brasileiro, não.

Antes de decidir quanto investir lá fora, vale enxergar o tamanho do que fica de fora quando toda a carteira mora na B3. Os números abaixo comparam o mercado de capitais brasileiro com os dos Estados Unidos, da Ásia e da Europa — role a página e acompanhe a diferença de escala.

Valor de mercado das empresas listadas em bolsa

Estados Unidos US$ 75 trilhões

Valor de mercado das companhias listadas nas bolsas americanas (Bloomberg, abril de 2026) — cerca de metade de todo o mercado acionário global (SIFMA, dados de 2024).

Brasil ≈ US$ 0,9 trilhão

Valor de mercado consolidado das companhias listadas na B3: R$ 4,7 trilhões em dezembro de 2025 (B3), convertidos pelo câmbio do período.

≈ 80 vezes maior

O mapa do dinheiro no mundo

Os maiores mercados acionários do planeta — e onde o Brasil aparece

Estados UnidosAmérica do NorteUS$ 75,0 tri
ChinaÁsiaUS$ 14,8 tri
JapãoÁsiaUS$ 8,2 tri
Hong KongÁsiaUS$ 7,4 tri
ÍndiaÁsiaUS$ 5,0 tri
Reino UnidoEuropaUS$ 4,0 tri
FrançaEuropaUS$ 3,5 tri
BrasilAmérica do Sul≈ US$ 0,9 tri

Valor de mercado das companhias listadas por país, em US$ trilhões — Bloomberg, abril de 2026 (via Visual Capitalist). Brasil: B3, dez/2025, convertido pelo câmbio do período. Ásia (China, Japão, Hong Kong e Índia) soma mais de US$ 35 trilhões; Reino Unido e França lideram a Europa. Tamanho de mercado não é indicador de retorno.

Ibovespa × Nasdaq × câmbio

R$ 10 mil em cada bolsa, dez anos depois: R$ 37,2 mil aqui, R$ 65,2 mil lá fora

Para quem vive em reais, o retorno de um investimento no exterior tem dois motores: a valorização da bolsa e a variação do dólar. A linha dourada abaixo soma os dois — é o que R$ 10.000 aplicados no Nasdaq em dezembro de 2015 teriam virado, em reais, com o dólar saindo de R$ 3,90 para R$ 5,49.

100 250 400 550 700 2015 2017 2019 2021 2023 2025 +553% Nasdaq em R$ (bolsa + câmbio) R$ 10 mil → R$ 65,2 mil +364% Nasdaq (só a bolsa, em US$) +272% Ibovespa (R$) R$ 10 mil → R$ 37,2 mil
Nasdaq em reais (bolsa + câmbio) Nasdaq Composite (em US$) Ibovespa (em R$)
Só o câmbio: R$ 3,90 → R$ 5,49 por dólar no período (+41%)

Fechamentos anuais indexados (dezembro de 2015 = 100). Nasdaq Composite: 5.007 pontos em dez/2015 → 23.242 em dez/2025 (+364% em US$); convertido para reais pelo câmbio de fechamento de cada ano (R$ 3,90 em dez/2015 → R$ 5,49 em dez/2025, BCB), o retorno chega a +553%. Ibovespa: +272% em reais no mesmo período. Repare que a linha dourada oscila mais — em 2016, com o dólar em queda, ela chegou a ficar atrás das demais: o câmbio amplia retornos, mas também a volatilidade no curto prazo. Índices de preço, sem dividendos, custos ou impostos. Ilustração histórica: retorno passado não é garantia de retorno futuro, e nada aqui constitui recomendação de investimento.

Quantidade de empresas listadas em bolsa

Estados Unidos 3.913 empresas

NYSE (1.588) + Nasdaq (2.325) ao fim de 2025 — World Federation of Exchanges (WFE).

Cada quadrado ≈ 100 empresas

Brasil 358 empresas

Companhias com ações listadas na B3 em 2025 (B3) — o menor número em quase cinco anos.

Cada quadrado ≈ 100 empresas

≈ 11 vezes mais empresas — incluindo setores inteiros que não existem na B3, como big techs, semicondutores e biotecnologia

E o mundo é ainda maior: são mais de 49 mil companhias listadas em bolsas ao redor do planeta (WFE, 2024) — da Ásia, que concentra bolsas gigantes como Tóquio, Xangai, Hong Kong e Mumbai, à Europa de Londres, Paris e Frankfurt. A B3 responde por menos de 1% delas.

Peso no índice global de ações (MSCI ACWI)

Estados Unidos 63,6%

Peso dos EUA no MSCI ACWI, o índice que representa o mercado acionário mundial (MSCI, junho de 2026).

Europa, Japão e demais desenvolvidos 24,2%

Demais mercados desenvolvidos — Europa, Japão, Reino Unido, Canadá, Austrália e outros (MSCI, junho de 2026).

Brasil menos de 1%

O Brasil integra a fatia de mercados emergentes do índice — que, somados todos os países emergentes, representam cerca de 12% (MSCI, junho de 2026).

EUA — 63,6% Demais desenvolvidos — 24,2% Emergentes — 12,2% Brasil (<1%, aproximado)

Cada célula = 1% do mercado acionário global (MSCI ACWI, jun/2026).

Fontes desta seção: Bloomberg via Visual Capitalist — valor de mercado por país, abril de 2026; SIFMA Capital Markets Fact Book 2025 — participação dos EUA no mercado global (dados de 2024); B3 — valor de mercado consolidado e número de companhias listadas (2025); World Federation of Exchanges (WFE) — empresas listadas em NYSE e Nasdaq (2025) e total mundial (2024); MSCI ACWI Index — composição de junho de 2026. Conversão R$/US$ aproximada pelo câmbio do período. Dados de mercado variam ao longo do tempo e não representam promessa de desempenho. Tamanho de mercado não é, por si só, indicador de retorno.

O dado que surpreende

Na avaliação de crédito global, o Brasil está atrás do Paraguai ... e de Botsuana.

As agências de rating (S&P, Moody's e Fitch) dão uma “nota de bom pagador” à dívida de cada país. Notas de BBB− para cima formam o grau de investimento — o selo que abre as portas do capital global. O Brasil perdeu esse selo em setembro de 2015 e, dez anos depois, ainda não o recuperou: hoje sua melhor nota é BB+, um degrau abaixo da linha de corte.

Grau de investimento — o “clube dos bons pagadores”

AA+

Estados Unidos — a referência do capital global

A

Chile — a melhor nota da América do Sul

BBB+

Uruguai — o vizinho da fronteira sul

BBB

México · Índia · Indonésia · Botsuanasim, Botsuana

BBB−

Peru · Paraguaipromovido em dez/2025

Linha de corte do grau de investimento (BBB−) — abaixo daqui, “grau especulativo”

Grau especulativo

BB+

BrasilVocê está aqui — com quase todo o seu patrimônio

Notas de crédito soberano em moeda estrangeira, escala da S&P — julho de 2026. Brasil: BB+ na escala equivalente da Moody's (Ba1, reafirmada em 2025) e BB na S&P e na Fitch; demais países pela S&P (Paraguai elevado a BBB− em dezembro de 2025; Índia elevada a BBB em agosto de 2025; Botsuana em BBB). Ratings mudam ao longo do tempo e não são recomendação de investimento.
POR QUE ISSO IMPORTA

Nota baixa custa caro — para o país e para você

Muitos fundos de pensão e gestoras globais têm mandatos que restringem aplicações a países com grau de investimento. Fora do clube, o Brasil paga juros mais altos para se financiar — e esse prêmio de risco atravessa toda a economia: do custo do crédito à volatilidade do câmbio que você viu no gráfico acima.

A CONEXÃO COM A SUA CARTEIRA

98% do seu patrimônio em um emissor “BB+”

Não é sobre torcer contra o Brasil — é sobre proporção. Se os fundos brasileiros mantêm 98,44% do patrimônio no país, é como concentrar quase tudo em um único emissor que as agências classificam abaixo do Paraguai. Diversificar internacionalmente é, também, acesso a emissores e mercados avaliados como AAA e AA+.

Fontes desta seção: ratings soberanos de longo prazo em moeda estrangeira — S&P Global Ratings, Moody's e Fitch (posições de julho de 2026, compiladas por Trading Economics e countryeconomy.com); S&P retirou o grau de investimento do Brasil em setembro de 2015. A nota BB+ refere-se à escala equivalente da Moody's (Ba1), a melhor entre as três agências; S&P e Fitch classificam o Brasil como BB. Percentual de alocação doméstica: Anbima (2024), via estudo FGV/CEF. Ratings são opiniões das agências sobre risco de crédito, mudam ao longo do tempo e não constituem recomendação de investimento.

Antes de escolher os ativos

Descubra seu perfil de investidor

Não existe carteira internacional “certa” — existe a carteira certa para você. O ponto de partida é entender seu perfil, cruzando três fatores: por quanto tempo você pode deixar o dinheiro investido, quanto de oscilação você tolera e qual a sua capacidade financeira. Responda às quatro perguntas abaixo para um primeiro direcionamento.

Mini-questionário de perfil

4 perguntas rápidas · orientação inicial, não substitui a análise formal de suitability com um assessor

Seu perfil

Importante: este resultado é uma orientação educacional. A definição formal do seu perfil (suitability), exigida pela regulação da CVM, é feita em conversa com um assessor da Elon, considerando objetivos, prazos, patrimônio e conhecimento de produtos.

Conservador

Prioridade: preservar

Foco em proteger o capital e o poder de compra. Baixa tolerância a oscilações, horizonte mais curto ou necessidade de liquidez. Na fatia internacional, predomina renda fixa americana, com uma pequena parcela em bolsa para captar crescimento.

Moderado

Prioridade: equilibrar

Busca um meio-termo entre proteção e crescimento e aceita oscilações moderadas em troca de mais retorno no longo prazo. Horizonte médio a longo. Núcleo da fatia internacional em índice amplo, complementado por renda fixa lá fora e ações de companhias globais consolidadas.

Arrojado

Prioridade: crescer

Aceita volatilidade elevada em busca de crescimento, com horizonte longo, reserva de emergência formada e renda estável que permitem atravessar quedas sem precisar resgatar. Fatia internacional mais ampla, com setores emergentes e renda em dólar.

Como funciona na prática

Investir direto lá fora — o que muda

Investir diretamente no exterior significa ter conta e ativos em seu nome fora do Brasil: você compra os papéis originais — ações, ETFs, títulos — em dólar, nas bolsas onde eles são negociados, com custódia em jurisdição estrangeira.

Conta de investimento internacional

Abrir conta em uma corretora no exterior é, hoje, um processo simples e digital. Os recursos são enviados por operação de câmbio e passam a investir em dólar; os ativos ficam registrados em seu nome, sob custódia estrangeira e regulação do país onde estão listados.

Ativos originais, em dólar

Em vez de um recibo local, você compra o ativo de verdade: a ação, o ETF, o título. Dividendos e juros caem em dólar na sua conta — que também funciona como reserva de valor em moeda forte, disponível em qualquer lugar do mundo.

Liberdade de escolha: existem diversas plataformas e instituições — no Brasil e no exterior — que dão acesso ao investimento internacional direto. A escolha do caminho, dos produtos e da estrutura é feita com seu assessor, conforme seu perfil e objetivos. Câmbio, custos de remessa e a tributação específica de ativos no exterior devem ser considerados no plano. Nada aqui constitui recomendação de ativo.

Do perfil às possibilidades

O que dá para investir lá fora — as principais classes de ativos

Um panorama das classes de ativos acessíveis a quem investe diretamente no exterior. Cada uma cumpre um papel diferente na carteira — e a dosagem entre elas depende do seu perfil, definida em conversa com um assessor. Sem percentuais prontos: carteira boa é carteira desenhada para você.

Renda fixa internacional

Treasuries e bonds · a âncora defensiva

Títulos do governo americano (Treasuries) e de empresas globais (bonds), pagando juros em dólar. É a parte mais estável do mercado global — costuma ser o núcleo dos perfis conservadores e o amortecedor dos demais.

Papel típico: preservar capital e gerar renda em dólar.

ETFs de índice amplo

S&P 500 e mercado global · o bloco de construção

Uma única cota que reúne centenas das maiores empresas do mundo. Diversificação instantânea, custo baixo e simplicidade — presente, em maior ou menor grau, em praticamente todos os perfis.

Papel típico: núcleo de crescimento diversificado.

Ações internacionais

Compra direta · das big techs às líderes globais

A ação original das empresas que movem a economia mundial — tecnologia, saúde, consumo — comprada diretamente nas bolsas americanas e europeias. Mais risco que um índice, mais potencial de seleção.

Papel típico: crescimento, para quem tolera oscilação.

ETFs setoriais e temáticos

Tecnologia, semicondutores, inovação

Exposição concentrada a setores inteiros que praticamente não existem na bolsa brasileira. Maior potencial e maior oscilação — um complemento, não uma base.

Papel típico: complemento dos perfis arrojados.

REITs — renda imobiliária em dólar

O “fundo imobiliário” americano

Fundos listados que investem em imóveis e infraestrutura nos EUA e distribuem rendimentos periódicos em dólar — uma fonte de renda dolarizada recorrente.

Papel típico: renda em moeda forte.

Fundos internacionais e caixa em dólar

Gestão profissional e liquidez em moeda forte

Fundos geridos por casas globais, para estratégias específicas, e o próprio caixa remunerado em dólar — a liquidez que protege e dá munição para aproveitar oportunidades.

Papel típico: complemento e reserva estratégica.

O panorama acima é educacional e não exaustivo — não constitui recomendação de investimento, oferta ou promessa de rentabilidade. A adequação de cada classe, os produtos específicos e a dosagem entre eles dependem da sua análise de perfil, dos seus objetivos e do cenário de cada momento, e são definidos com um assessor da Elon.

Como atuamos

Como a Elon te ajuda a diversificar

O mesmo método que aplicamos a toda a sua carteira, adaptado ao contexto internacional. Sem pressa, sem promessas — com processo.

Mapeamento

Levantamos seu momento de vida, objetivos, tolerância a risco e patrimônio — incluindo sua exposição cambial atual: quanto do seu consumo é sensível ao dólar e quanto da sua carteira já tem alguma proteção.

Planejamento

Desenhamos juntos a alocação internacional dentro do seu plano de investimentos, discutindo riscos, prazos, tributação e alternativas disponíveis no mercado brasileiro e no exterior — sempre em linguagem clara.

Estruturação

Validamos com você cada categoria de produto selecionada e implementamos o plano na plataforma mais adequada ao seu caso — no Brasil ou no exterior —, entre as diversas possibilidades disponíveis no mercado.

Monitoramento

Acompanhamos periodicamente o comportamento da carteira e a aderência ao seu perfil, sugerindo ajustes quando o cenário — ou a sua vida — mudar. Diversificação é jornada, não evento.

Por que a Elon

Seu dinheiro mais bem cuidado

Somos um escritório de assessoria de investimentos. Nosso compromisso não é com a próxima moda do mercado — é com a sua tranquilidade no longo prazo.

Princípios e ética

Tudo o que fazemos é com transparência, e o seu interesse está sempre à frente do nosso. Ética acima de tudo.

Tranquilidade e longo prazo

Nosso compromisso é com a evolução e a proteção do seu patrimônio, com horizonte de longo prazo. Queremos crescer sempre juntos.

Expertise e curadoria

Nossa experiência no mercado financeiro é o que faz a diferença na curadoria dos seus investimentos, no Brasil e no exterior.

Educação financeira

Queremos liderar a desmistificação do “economês”. Você entende cada decisão antes de tomá-la — sem complexidade desnecessária, sem perder profundidade.

Quem caminha ao seu lado

A Elon foi fundada por profissionais com décadas de experiência em instituições financeiras no Brasil e no exterior — e com a educação financeira no sangue: o tema da diversificação internacional faz parte, inclusive, das aulas e palestras que nossos sócios ministram em instituições de ensino.

Tony Faraco Jr., CFPSócio-fundador

MBA pela London Business School. Mais de 20 anos de mercado financeiro, com carreira em Private e Global Corporate Banking em instituições internacionais.

Silvye Ane Massaini, PhDSócia-fundadora

Pós-doutora (Mackenzie), doutora e mestre pela FEA-USP. Mais de 15 anos no mercado financeiro no segmento alta renda. Professora de finanças da FAAP e da ESPM.

Ricardo Aquino, CFP, CGASócio-fundador

MBA pela Katz Business School (University of Pittsburgh), engenheiro pela UNICAMP. Professor convidado da FIA-USP, com palestras sobre investimentos em dólar no exterior.

Informações públicas do site institucional da Elon Investimentos.

Dúvidas frequentes

Perguntas que ouvimos todos os dias

Não. Hoje existem alternativas de investimento internacional acessíveis a partir de valores modestos, em diferentes plataformas e instituições. O que define o ponto de partida não é um valor mínimo, e sim o seu perfil e os seus objetivos — é exatamente isso que o assessor mapeia com você na primeira conversa.

Todo investimento envolve riscos — no Brasil ou fora dele. O que muda é a natureza deles: mercados internacionais oferecem ambientes regulatórios maduros e ampla diversificação, mas estão sujeitos a oscilações de mercado e do câmbio. O papel do assessor é ajudar você a entender esses riscos em linguagem clara e a montar uma carteira adequada à sua tolerância. Rentabilidade passada não garante rentabilidade futura.

Investimentos no exterior têm regras próprias de imposto de renda no Brasil, que dependem do tipo de ativo e da forma de investir — e a legislação passa por atualizações. Não é um bicho de sete cabeças, mas merece atenção: seu assessor explica as regras aplicáveis ao seu caso e, quando necessário, indica o apoio de um especialista tributário.

De forma alguma. Diversificar é o oposto de concentrar — em qualquer direção. A referência do estudo FGV/CEF fala em uma faixa de 16% a 18% da carteira no exterior como proteção do consumo, o que significa que a maior parte do patrimônio segue investida no Brasil. A proporção certa para você é definida junto com o assessor, conforme seu perfil.

Próximo passo

O câmbio não espera. Sua proteção não precisa esperar também.

O efeito do dólar sobre o seu custo de vida já está em curso — de forma silenciosa e defasada. Entender a sua exposição é o primeiro passo para cuidar melhor do seu patrimônio. A conversa é sem compromisso.

  • Diagnóstico da sua exposição cambial no consumo e na carteira
  • Assessoria personalizada, com liberdade de escolha entre plataformas e produtos
  • Linguagem clara, sem “economês” — você entende cada decisão

Agende uma conversa

Preencha seus dados e um assessor da Elon entrará em contato para agendar o melhor horário.